Missão Salesiana de Mato Grosso
 
    História

Aos 18 de junho de 1894 inicia-se a caminhada da Missão Salesiana de Mato Grosso, com a tomada de posse da paróquia de São Gonçalo do Porto, em Cuiabá e, no ano seguinte, com o início da evangelização dos bororo da Colônia Teresa Cristina. Sob o impulso dinâmico do Pe. Malan, substituto de Dom Lasagna, a Missão expande suas tendas, abrindo a Escola Agrícola de Santo Antônio, no vizinho Coxipó da Ponte e em 1899 o noviciado. Com o abandono da Colônia Teresa Cristina, é aberto o Colégio Santa Teresa em Corumbá e o Oratório São Miguel na vizinha Ladário.

Em 1902, é retomada a evangelização dos bororo com a abertura da Colônia Sagrado Coração nos Tachos, seguida, em 1905, da Imaculada no Rio das Garças, abandonada em 1922, de São José no Sangradouro em 1906 e de Gratidão Nacional, em Palmeiras, abandonada em 1920, após a morte do diretor, Pe. José Thannhuber.

Com a criação da Prelazia de Registro do Araguaia, em 1914, os salesianos assumem a paróquia da sede, atual Araguaiana e a escola, fechada em 1975. Em fins de 1918, há uma primeira tentativa de aproximação dos xavante sem resultados, nas proximidades do Rio das Mortes, abandonada três meses depois.

Em 1919, no Sul do Estado, é assumida a paróquia de Aquidauana, entregue, em 1930 aos padres redentoristas, juntamente com a de Miranda, atendida por dois anos por Pe. João Crippa.

Em 1921 é criada a paróquia de Santa Rita do Araguaia, atual Alto Araguaia, onde, por dois anos, o Prelado fixa sua residência.

No período de Pe. Carrá, a Inspetoria volta sua atenções ao sul do Estado, assumindo as paróquias de Campo Grande e Três Lagoas, em 1924 e, no ano seguinte, a de Ponta Porã, entregue em 1943 com anexa escola, aos padres redentoristas. Em 1925, Pe. João Crippa compra, em Campo Grande, os dois primeiros lotes para iniciar o Oratório São José, conhecido mais como "Capelinha".

Com Pe. Dalla Via, a Inspetoria estende suas tendas ao vizinho Estado de Goiás, assumindo, a convite de Dom Emanuel Gomes de Oliveira, a direção do Ginásio Anchieta, em Bonfim, atual Silvânia. No mesmo ano, em Campo Grande, é adquirido o Ginásio Pestalozzi, denominado "Ginásio Municipal Dom Bosco", atual Colégio Dom Bosco.

Com a chegada de Pe. Carletti, em 1932, a Inspetoria expande suas atividades, abrindo em Guiratinga o Instituto Bom Jesus, fechado em 1975. Neste ano é retomada a tentativa de aproximação dos xavante, interrompida em 1934, pela morte dos padres Fuchs e Sacilotti.

Em 1934 é reaberto o noviciado no Seminário da Conceição, em Cuiabá, com a vinda da primeira turma de clérigos da Itália e, no ano seguinte, são abertos os cursos de Filosofia e Teologia. Neste mesmo ano de 1934, Pe. César Albisetti assume a paróquia de Poxoréo, mais tarde sede da Operação Mato Grosso e de um Centro Juvenil e Curso Profissionalizante.

Em 1937, Pe. Chovelon retoma a iniciativa de aproximação dos xavante, viajando pelos rio Araguaia e das Mortes. No ano seguinte é reassumida a paróquia de Alto Araguaia, com anexa uma escola primária. Em 1953, é criado o curso ginasial. Em 1989 são suspensas as atividades escolares.

Em 1941, Pe. João Pian dá início na capital goiana ao Ateneu Dom Bosco. No ano seguinte, a convite de Dom Mourão, a Inspetoria assume a direção do Ginásio Diocesano, depois Colégio Dom Henrique, na cidade de Lins, Oeste de São Paulo.

Em 1944, o Cinqüentenário da Missão é assinalado pela reabertura do noviciado na Chácara São Vicente e do Externato São José, anexo à Capelinha, em Campo Grande e do Colégio Dom Bosco, na cidade de Tupã, na Alta Paulista e cujas atividades são encerradas em 1975. Neste período, anexa à paróquia de Três Lagoas, funcionava uma escola paroquial substituída depois pelo Ginásio Bom Jesus, extinto mais tarde.

Pe. Guido, sucessor de Pe. Carletti, transferiu em 1947 a sede da Inspetoria de Cuiabá a Campo Grande, Colégio Dom Bosco. Em 1949, Pe. Colbacchini fixa residência em Xavantina para nova aproximação com os xavante e, em Campo Grande, é assumida a direção do seminário diocesano, cujas atividades são interrompidas em 1970 por determinação da Diocese.

Em 1950, após a transferência do Ginásio Anchieta e do Ateneu Dom Bosco à Inspetoria de São João Bosco, são abertos os colégios de Araçatuba e de Lucélia, no Estado de São Paulo. As atividades em Lucélia foram suspensas em 1985.

Em 1953 é reaberta a residência de Santa Teresinha para atender aos xavante, sendo fechada novamente em 1962. Os xavante, em 1956, procuram as colônias de Sangradouro e de Meruri. O grupo de Meruri, em 1958, é transferido para a nova colônia de São Marcos. Ainda, em 1956, Pe. André Capelli fixa residência na Serraria, atual Indápolis, iniciando uma pequena escola agrícola, evoluída na Escola Agrícola Dom Bosco e atual Colégio Dom Bosco, com anexo, em 1985, o noviciado. No mesmo ano de 1956, Pe. Guilherme Müller assume a paróquia de Barra do Garças. Em Cuiabá, o aspirantado é transferido para Coxipó da Ponte, deixando o Seminário para aspirantes ao clero diocesano, sob a direção do Pe. João Duroure. Em 1962, o seminário é transferido para o novo prédio na Várzea Grande, ainda sob a direção dos salesianos, até 1989.

No governo do Pe. João Greiner, é construída a Casa de Retiro na Chácara São Vicente e no Colégio Dom Bosco o prédio da rua 14 de julho, onde em 1962 é instalada a Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras, embrião das Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMT), transformada em Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) em 1993 e seguida por outras faculdades em Lins e Araçatuba.

Em 1961 Pe. Ernesto Saksida abre em Corumbá a Cidade Dom Bosco, para atender à juventude abandonada da cidade. Mais tarde, Pe. Zerbini instala na mesma, com ajudas internacionais, a Escola Industrial.

Em 1964, no governo do Pe. Jacuzzi, é aberto no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, o Oratório Paulo VI, abrigando depois a Escola Rui Barbosa, a paróquia N.S. Auxiliadora e por último o estudantado filosófico. No mesmo ano, Pe. Constantino abre em Maracaju uma escola, cedida mais tarde ao Governo do Estado.

Em 1976 a Inspetoria transfere a sede para o Oratório São José, inaugurando mais tarde, o prédio onde foi instalado o Museu Dom Bosco.

Finalmente, no Ano do Centenário são inauguradas a Casa do Sonho, na Chapada e nova presença em Rondonópolis, com a paróquia Santa Teresinha.

Além de tantas atividades, a Inspetoria atende à paróquias em Lins, Araçatuba, Três Lagoas, Indápolis, Campo Grande, (São João Bosco, São José e N.S. Auxiliadora), Corumbá (N.S. Auxiliadora e Dom Bosco), São Gonçalo em Cuiabá e N.S. da Piedade no Coxipó, além das paróquias nas dioceses de Guiratinga e Barra do Garças. Por anos atendeu também às catedrais de Cuiabá, Corumbá e Barra do Garças e à paróquia de Maracaju.

Tudo isto representa a colaboração da Missão Salesiana na construção do Reino de Deus nesta terra sonhada por Dom Bosco (sonho de 1883).


 
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