Galeria de Inspetores
Os Inspetores que Compuseram 108 Anos de História
 
Dom Luís Lasagna  
 

Foi o primeiro inspetor do Mato Grosso.
Articulou a chegada dos salesianos a Cuiabá (MT) e orientou os primeiros passos no trabalho entre os índios bororo. Morreu jovem, em Juiz de Fora, sem ver o crescimento da semente plantada em terras matogrossenses.

 

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  Padre Carlos Peretto    
 

Foi inspetor por cinco anos, de 1896 a 1901. tendo como Inspetoria todo o Brasil, fez uma única viagem até Cuiabá, para conhecer e orientar os trabalhos dos irmãos naquelas terras.

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  Dom Antônio Malan  
 

Foi o instrumento hábil que a providência pôs à disposição de Dom Lasagna para iniciar o grande trabalho entre os índios bororo. Primeiro diretor do Liceu São Gonçalo, por 29 anos (dos quais 16 como inspetor) foi inspirador e superior da Missão Salesiana de Mato Grosso e primeiro prelado do Registro do Araguaia. Foi a mente que soube planejar e a mão firme e suave que dirigiram as atividades salesianas na região. Sua obra e viagens tornaram conhecido Mato Grosso, "a invenção salesiana" segundo Pio XI, e a obra missionária entre os bororo. Conseguiu despertar simpatia e recursos generosos no Brasil e na Europa, especialmente na França, onde tinha muitos contatos.

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  Padre Pedro Massa  
  Sucedeu a Dom Malan no governo da Inspetoria por três anos, de 1919 a 1921. foi também administrador da Diocese de Corumbá. Durante seu governo, promoveu os festejos pelo jubileu de prata da Missão, com a presença do núncio apostólico, dom Ângelo Scapardini. Em 1921, foi feito prefeito apostólico do Rio Negro.
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  Padre Hermegildo Carrá  
 

Entre 1922 e 1927, foi o inspetor que organizou e orientou a expansão da Missão Salesiana no sul do então Estado de Mato Grosso: Campo Grande (Oratório São José e Colégio Dom Bosco), Aquidauana, Três Lagoas e Ponta Porá. Durante seu governo, alguns salesianos de notável liderança foram feitos bispos: os irmãos Helvécio e Emanuel Gomes de Oliveira e João Batista Couturón.

 

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  Padre Antônio Dalla Via    
  Seu governo, de 1927 a 1932, marcou a entrada dos salesianos em Goiás (Bomfim, hoje Silvânia). Nessa época, por causa de mudanças socioeconômicas, ocorreu o início de uma espécie de "crise de identidade" na Inspetoria, com a diminuição de vocações e um certo desânimo entre os salesianos.
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  Padre Ernesto Carletti  
 

Assumiu o governo da Inspetoria em novembro de 1932. Antes não exercera cargos de comando mas, rico de fé, ardoroso e otimista, aceitou o cargo. No primeiro contato com a Inspetoria, sentiu a necessidade de "sacudir o desânimo e infundir em todos a certeza das grandes coisas que Deus espera de cada um". Novo neste campo, há muito lhe ardia no peito a chama missionária, acesa pelas palavras que padre Rua lhe dirigira quando aluno do colégio em Bolonha: "Tu, meu filho, irás muito longe, muito longe". Padre Carletti não só foi "muito longe" como viajou Inspetoria afora. A primeira visita não foi muito animadora: distâncias enormes, com meios de transportes lentos e inadequados. Pelos rios, a tortura constante de nuvens de pernilongos; no sertão, com caminhão ou a cavalo. Somente uma alma ardente como a sua, fechando os olhos às mil dificuldades e confiando na Providência que nunca falha, foi capaz de realizar o maravilhoso reflorescimento que os 15 anos de seu governo operaram. Eram dois os graves problemas que afetavam a inspetoria: falta de pessoal e falta de meios. A solução do primeiro, com a chegada de vocações jovens, ajudou na solução do segundo.

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  Padre Guido Borra  
 

Assumiu a Inspetoria em novembro de 1946, até 1958. durante seu governo, mudou a sede Cuiabá para Campo Grande. Entregou as duas casas em Goiás (Goiânia e Silvânia) para a Inspetoria de Belo Horizonte. Consolidou as obras na região Noroeste do Estado de São Paulo (Araçatuba e Lucélia) e as obras no sul do Estado de Mato Grosso (Campo Grande, Maracaju e Dourados), além de dar grande impulso às missões indígenas.

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  Padre João Greiner  
  Governou a Missão Salesiana de Mato Grosso de 1959 a 1963. Diretor de vários colégios antes e durante a Segunda Guerra Mundial, em 1946, inspetor da Alemanha, enviava jovens ardorosos para trabalhar no Mato Grosso. Como inspetor no Brasil, todos os anos trazia clérigos e coadjutores para trabalhar entre as missões. Organizou econômica e estruturalmente a Inspetoria, consolidando-a nas obras e na animação vocacional.
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  Padre Leonardo Jacuzzi  
 

Governou durante três anos (1964-1966). Tentou implantar nova organização das várias atividades da Inspetoria, mas um acidente de carro, durante a visita inspetorial a Maracajú (MS), o deixou gravemente ferido.

 

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  Padre Pedro Cometti  
  Substituiu Padre Jacuzzi e ficou no governo de 1967 a 1969. Renunciando ao cargo, foi para a capital, ajudando durante 21 anos a Arquidiocese de Cuiabá (MT).
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  Padre Geraldo Pompeu de Campos  
 

Mineiro, assumiu a Inspetoria no final de 1969, após terminar seu mandato na Inspetoria de Recife. Durante seu governo (1969-1975), os salesianos retiraram-se de Tupã e encerraram as atividades escolares em Guiratinga, Maracajú, Lucélia e Araguaiana. Durante este período houve as comemorações pelo centenário das missões e a realização de vários capítulos inspetoriais, em preparação e atuação no Capítulo Geral Especial de 1971. Impulsionou a obra do Colégio Dom Bosco e a do Paulo VI em Campo Grande.

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  Padre Walter Bini  
  Em seu governo, de apenas três anos (1976-1978), os atritos entre colonos e bororo, pela demarcação da reserva de Meruri, culminaram com a morte do diretor Padre Rodolfo Lunkenbein, de Simão Bororo e um jovem civilizado. No Capítulo Geral de 1978 foi eleito Conselheiro Regional para o Atlântico. No final do mandato, como regional foi sagrado bispo de Lins (SP). Morreu em acidente rodoviário perto de Marília (SP), em 1987.
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  Padre Josef Winkler  
 

Diretor de Araçatuba, foi nomeado Inspetor em 1978 e governou a Inspetoria num primeiro mandato até 1984. Promoveu uma maior colaboração com as Filhas de Maria Auxiliadora e impulsionou o Projeto AMA, de apoio às missões, iniciado timidamente durante o mandato de Padre Bini. Consolidou o ensino superior na Inspetoria. Terminado o mandato, foi nomeado delegado das obras salesianas em Angola, em seu início. Voltou à inspetoria em 1995.

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  Padre José Marinoni  
  Seu mandato (1984-1990) foi marcado pela crise das escolas na Missão Salesiana e a solução da parceria com o Estado através de convênios. Impulsionou a formação permanente dos salesianos e dos missionários.
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  Padre João Bosco Monteiro Maciel  
  Deu grande impulso à Pastoral Vocacional e à formação inicial. Durante seu mandato (1990-1996) a Inspetoria celebrou o centenário da chegada dos salesianos a Cuiabá e das obras salesianas na Inspetoria e a criação da Universidade Católica Dom Bosco, cujos primeiros passos foram iniciados pelo Padre Marinoni.

 

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  Padre Josef Winkler  
  Neste segundo mandato, consolidou a Universidade Católica Dom Bosco, lançou as bases do Centro Universitário de Lins e promoveu a parceria com os leigos, como pediu o Capítulo Geral 24. A ele vai o agradecimento da Comunidade Inspetorial pelo trabalho, dedicação e energias gastos pelo crescimento da Inspetoria. Como afirmou Padre João Pancot em 1984, Padre Winkler foi "bom, prudente, lídimo mestre e guia desta mui variada comunidade inspetorial".
 
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